
Todas as sextas-feiras, ao vivo, a partir das 21h (pelo horário de Brasília), vai ao ar o Programa Olhar Espacial, no canal do Olhar Digital no YouTube. O episódio da última sexta-feira (5) (que você confere aqui) apresentou TARS (sigla em inglês para “Fonte de Radiação Acelerada por Torque”), um conceito tecnológico capaz de acelerar a exploração espacial.
O divulgador científico Juliano Righetto detalhou o projeto e explicou as fronteiras que essa nova tecnologia poderia romper. Ator, roteirista e astrônomo amador, Righetto difunde novidades da astronomia e de outras ciências em seu canal do YouTube, “Somos míopes porque somos breves”.
As missões espaciais levam anos com a tecnologia atual da humanidade. Urano e Netuno, por exemplo, só receberam a visita de uma única sonda nos anos 1980: a Voyager 2, que levou 12 anos para alcançar os dois gigantes gasosos nos limites do Sistema Solar.
“Precisamos ver mais detalhes, explorar melhor outros astros. Porém, a atual tecnologia, os foguetes de combustível químico, dificilmente chegariam em outra estrela em nosso tempo de vida”, comentou Righetto.
Para acelerar esse processo, o astrônomo britânico-americano David Kipping, professor associado da Universidade de Columbia, nos EUA, concebeu TARS: um acelerador que usa a pressão da radiação solar em folhas metálicas para disparar microssondas em alta velocidade. O artigo em que detalha o conceito foi publicado no servidor arXiv, onde aguarda a revisão por pares.
Esse projeto consiste em uma longa estrutura de microtúbulos de carbono com 63 metros de altura por 7 de largura e 1,6kg. Na mesma face, um lado seria escuro e o outro claro. Os ventos solares empurrariam a parte clara e a nave começaria a girar, acelerando até o limite que o material de sua composição pudesse suportar.
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