Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de setembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Fenômeno crucial para a vida marinha não ocorre pela primeira vez em 40 anos

Fenômeno crucial para a vida marinha não ocorre pela primeira vez em 40 anos

Todos os anos, entre dezembro e abril, um evento conhecido como ressurgência – reposição de águas frias e ricas em nutrientes no Golfo do Panamá. Este ano, porém, ela não aconteceu, e, segundo estudo citado pelo IFLScience, isso pode ter um impacto catastrófico.

De acordo com o Smithsonian Tropical Research Institute, a ressurgência acontece quando ventos fortes alísios do norte empurram as águas superficiais para longe da costa. Isso faz com que a água profunda suba para compensar, trazendo nutrientes, como nitratos e fosfatos.

Os pesquisadores acreditam que o fenômeno La Niña, que apareceu pela última vez em dezembro de 2024, pode ter ajudado a causar essa situação. Ele afeta uma região próxima ao equador, onde os ventos alísios se encontram, chamada Zona de Convergência Intertropical.

Mas os cientistas alertam que a forma exata como isso acontece ainda não está clara e que serão necessários mais estudos para entender melhor. Mesmo sem compreender totalmente a causa, eles sabem que o impacto será significativo.

Esse movimento de ressurgência, além de manter o equilíbrio ecológico, reforça como mudanças climáticas podem ter consequências diretas na vida das pessoas que dependem desses recursos naturais, preparando o terreno para as observações do estudo.

No artigo publicado na revista PNAS, os pesquisadores do Smithsonian sugerem que a falta de ventos foi responsável pela anomalia neste ano, deixando claro como as mudanças climáticas estão alterando os processos oceânicos que “sustentam comunidades pesqueiras há milhares de anos”.

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