
Pesquisadores descobriram que um conhecido método de datação pode revelar a idade dos ovos de dinossauro. O grupo aplicou essa técnica, que apelidou de “relógio atômico para fósseis”, durante um estudo de ovos cristalizados achados no sítio Qinglongshan, na China. A descoberta foi publicada na revista Frontiers in Earth Science, na última quarta-feira (10).
A equipe utilizou a datação por urânio-chumbo (U-Pb), comumente aplicada em minerais, para estimar a idade de um ovo repleto de cristais de calcita, de um conjunto de 28 ovos incrustados em siltito com brecha, uma rocha fragmentária.
A técnica envolve disparar um micro-laser no objeto de pesquisa para vaporizar os minerais de carbonato em um aerossol. Esse vapor é submetido a um espectrômetro de massa, que identifica os átomos de urânio em sua composição e seu grau de decaimento, revelando uma estimativa da idade da amostra analisada.
“Como o urânio se decompõe em chumbo a uma taxa fixa, conseguimos calcular a idade medindo o chumbo acumulado, é como um relógio atômico para fósseis”, explicou Bi Zhao, membro da equipe e pesquisador do Instituto de Geociências de Hubei, em um comunicado.
A surpresa do novo estudo é que ninguém havia testado esse método em fósseis antes. Segundo os autores, eles não encontraram registros dessa prática na literatura no decorrer da pesquisa, então decidiram aplicar a técnica pela primeira vez.
“Durante o experimento, ficamos surpresos ao descobrir que a calcita da própria casca do ovo produzia idades U-Pb ainda mais consistentes e confiáveis. Rapidamente mudamos nosso foco e obtivemos com sucesso os resultados registrados em nosso artigo”, relatou o pesquisador em entrevista ao site IFLScience.
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