
A clássica imagem da “Marcha do Progresso” sugere que a evolução humana terminou conosco, mas essa visão está incorreta. Segundo um novo estudo da Universidade do Maine, nos Estados Unidos, a humanidade pode estar no meio de uma grande transição evolutiva, na qual a cultura se torna o principal motor de adaptação.
“A evolução humana parece estar mudando de marcha”, explica Tim Waring, professor associado da universidade.
Waring e o coautor Zachary Wood defendem que os humanos estão evoluindo de organismos genéticos individuais para grupos culturais que funcionam como superorganismos, semelhantes a formigueiros ou colmeias.
Eventos como a pandemia de Covid-19, em que sociedades inteiras atuaram coletivamente, seriam exemplos desse comportamento emergente.
Apesar do tom otimista, os autores alertam que evolução não é sinônimo de progresso: ela pode gerar tanto soluções benéficas quanto resultados destrutivos. O próximo passo da pesquisa é desenvolver modelos matemáticos para medir a velocidade dessa transição.
Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.
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