
Descoberta em 2002, a cratera Silverpit fica a 700 metros de profundidade, no Mar do Norte. Ela tem 3 quilômetros de largura e é cercada por diversas falhas geológicas, o que tem sido motivo de debate entre os cientistas há anos.
Estudos iniciais sugeriram que trata-se de uma cratera de impacto. No entanto, teorias alternativas apontavam que a estrutura é resultado da atividade vulcânica na área. Uma discussão que pode ter sido encerrada após a descoberta de novas evidências.
Segundo o novo estudo, a cratera teria sido formada após um asteroide de 160 metros de largura cair no fundo do mar. A colisão criou uma cortina de rocha e água de 1,5 km de altura que depois desabou no mar, gerando um tsunami de mais de 100 metros de altura.
Os cientistas ainda explicam que a descoberta de uma cratera de impacto excepcionalmente preservada é algo raro. Isso porque a movimentação das placas tectônicas e a erosão destroem quase todos os vestígios da maioria desses eventos.
No total, cerca de 200 crateras de impacto já foram identificadas em terra, e apenas cerca de 33 foram localizadas sob o oceano. A equipe espera agora usar os mesmos métodos para identificar eventos semelhantes em outras partes do nosso planeta.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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