Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de setembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Brasileiros ‘mergulham’ em buracos negros com um dos telescópios mais avançados do mundo

Brasileiros 'mergulham' em buracos negros com um dos telescópios mais avançados do mundo

Pesquisadores brasileiros foram selecionados para realizar observações no telescópio terrestre mais caro e com a maior resolução em ondas milimétricas já construído: o ALMA (Atacama Large Millimeter Array), no Chile. A equipe irá investigar como os “ventos” liberados pelos núcleos de galáxias próximas influenciam o gás frio no espaço. Entender esse fenômeno pode dar novas pistas sobre como os buracos negros supermassivos afetam a formação de estrelas.

Os cientistas participam do projeto BAH, sigla para “Blowing Star Formation Away in Active Galactic Nuclei Hosts” (Suprimindo a Formação Estelar em Galáxias com Núcleos Ativos, em português) – além de ser uma referência à famosa expressão gaúcha.

Liderados pelo doutor em astrofísica Rogemar Riffel, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o grupo participará do 12° ciclo de observações do ALMA, que começa nesta quarta-feira (1) e vai até 30 de setembro de 2026.

As observações são realizadas pela própria equipe do telescópio e podem acontecer em qualquer momento ao longo desse período, a depender das condições climáticas. Assim, os pesquisadores não precisam se deslocar até o Chile, acessando os dados remotamente.

O projeto da UFSM terá 7,5 horas de observação para captar dados de cinco galáxias localizadas a diferentes distâncias da Terra:

“Todas essas galáxias foram identificadas com excesso de emissão de hidrogênio molecular, característica que nos interessa. Essa molécula é o principal combustível da formação de novas estrelas”, explicou Riffel em entrevista ao Olhar Digital.

Compartilhe