
Sumir ou se destacar? Na natureza, a escolha entre se camuflar ou exibir cores chamativas pode definir a sobrevivência de uma espécie. Para avaliar a eficácia dessas duas estratégias, a camuflagem e a coloração de alerta, pesquisadores realizaram um estudo comparativo. Os resultados foram publicados na revista científica Science na última quinta-feira (25).
Pesquisas anteriores testaram esses dois sistemas de sobrevivência em pequenas regiões. Os experimentos revelaram que os níveis de iluminação são essenciais para o sucesso da camuflagem. A coloração de alerta, também chamada de aposematismo, depende mais dos predadores terem experimentado a presa antes e aprendido o sinal.
Agora, a equipe do novo estudo fez os mesmos experimentos em 16 diferentes países ao redor do globo. O grupo observou as técnicas em florestas dos seis continentes com comunidades únicas de predadores e presas.
Os cientistas espalharam mais de 15 mil mariposas artificiais (feitas de papel) em três colorações: laranja e preto, marrom discreto e uma combinação de azul e preto incomum na natureza. Em cada uma delas foi colocada uma larva-da-farina, usada como “isca”. Quando a larva desaparecia, era a prova de que um predador havia atacado a presa de papel.
As cores escolhidas serviram para testar se a familiaridade ou a visibilidade era o fator-chave para os predadores. Segundo a equipe, o laranja aparece com maior frequência na natureza associado a animais venenosos, enquanto o azul tem menos presença, embora seja altamente visível.
Os pesquisadores descobriram que não há uma estratégia perfeita. O ecossistema em que a presa está inserida é o que define se sua técnica é eficiente.
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