Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Supercomputador japonês simula Universo para investigar energia escura

Supercomputador japonês simula Universo para investigar energia escura

A ideia de que a energia escura é uma força constante no Universo pode estar com os dias contados. Um grupo internacional de pesquisadores, liderado pela Universidade de Chiba, no Japão, usou um dos supercomputadores mais potentes do mundo para testar se essa energia misteriosa, responsável pela expansão acelerada do cosmos, pode variar ao longo do tempo.

As simulações realizadas no Fugaku, máquina capaz de realizar mais de 400 quatrilhões de cálculos por segundo, mostraram que, em determinados cenários, uma versão dinâmica da energia escura poderia explicar melhor as observações recentes do Universo. 

Os resultados desafiam o modelo cosmológico mais aceito até hoje. E oferecem pistas para repensar como as grandes estruturas cósmicas se formaram.

A hipótese de uma energia escura dinâmica ganhou força nos últimos anos, após dados do Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI) sugerirem que essa força pode enfraquecer com o tempo.

Para testar essa possibilidade, pesquisadores do Japão, Espanha e Estados Unidos rodaram o maior conjunto de simulações já feito do Universo. O objetivo foi comparar o modelo tradicional, no qual a energia escura é constante, com cenários em que ela varia ao longo da história cósmica.

Para enfrentar uma questão tão complexa, os cientistas recorreram ao Fugaku, supercomputador instalado no Japão e considerado um dos mais potentes do planeta. 

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