
Já sabemos que dinheiro não nasce em árvores, como o velho dito nos conta. O mesmo não podemos dizer do ouro — que cresce, especificamente, nas árvores que ficam na Lapônia.
Um novo estudo descobriu uma ligação entre bactérias que vivem em agulhas de abeto norueguesas com a formação de nanopartículas de ouro. A novidade, se for bem aproveitada, poderá guiar caçadores a verdadeiras minas escondidas.
O processo que caracteriza isso é a biomineralização, no qual micróbios e oxidação ajudam os íons de metal a viajar por solo, caules e folhas. Ele faz com que traços de metais se acumulem em tecidos vegetais.
É sabido que, com o ouro, a coisa também acontece. Por exemplo, algumas espécies de eucaliptos da Austrália contêm quantidades microscópicas do metal em suas folhas graças a suas raízes ultra-flexíveis que crescem bem fundo em solos ricos de sedimentos de ouro, lembra o IFLScience.
Mas o processo exato da biomineralização não está totalmente claro e é incerto por que isso ocorre em algumas árvores individuais, mas não em outras.
Segundo a doutora Kaisa Lehosmaa, autora principal do estudo e pesquisadora de pós-doutorado na Universidade de Oulu, “nossos resultados sugerem que bactérias e outros micróbios vivendo em plantas podem influenciar a acumulação de ouro em árvores”.
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