
Susumu Kitagawa, da Universidade de Kyoto, Richard Robson, da Universidade de Melbourne, e Omar M. Yaghi, da Universidade da Califórnia em Berkeley, foram anunciados como os vencedores do Prêmio Nobel de Química de 2025 nesta quarta-feira (08).
O trio é responsável pela criação das chamadas estruturas metal-orgânicas (MOFs), uma nova arquitetura molecular capaz de formar redes cristalinas com grandes cavidades internas.
Essas estruturas já se mostraram úteis em tarefas como coletar água do ar do deserto, extrair poluentes da água, capturar dióxido de carbono e armazenar hidrogênio.
As estruturas metal-orgânicas, conhecidas pela sigla MOFs, funcionam como verdadeiros “andaimes” em escala atômica. Nelas, íons metálicos atuam como pontos de ligação, conectados por moléculas orgânicas que formam redes regulares.
O resultado são cristais cheios de cavidades internas, espaços que permitem a entrada, retenção e saída de outras moléculas.
Em outras palavras, é como se a química tivesse ganhado apartamentos feitos sob medida para hospedar diferentes hóspedes – água, gases ou compostos tóxicos.
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