Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Explicação para anomalia gravitacional pode estar nas profundezas da Terra

Explicação para anomalia gravitacional pode estar nas profundezas da Terra

Um par de satélites da NASA registrou um sinal gravitacional estranho sobre o Atlântico há quase 20 anos. O fenômeno, que durou cerca de dois anos e se estendia por milhares de quilômetros, intrigou os cientistas. Ele não vinha de oceanos, marés ou da atmosfera. Mas parecia surgir do interior da Terra.

Agora, uma nova análise sugere que o evento pode ter sido provocado por um processo geológico até então desconhecido, a mais de 2,5 mil quilômetros de profundidade. O episódio coincidiu com uma súbita perturbação no campo magnético do planeta e pode ter sido causado por uma transformação mineral no manto profundo, perto do núcleo — um movimento capaz de distorcer o próprio campo gravitacional da Terra.

Entre 2006 e 2008, os satélites da missão GRACE – um projeto conjunto da NASA e do Centro Aeroespacial Alemão (DLR) – detectaram uma anomalia gravitacional gigante sobre o Atlântico Oriental, na altura da costa africana.

O sinal, orientado de norte a sul e com cerca de sete mil quilômetros de extensão, atingiu seu pico em janeiro de 2007, exatamente quando o campo magnético da Terra sofreu um súbito “solavanco”. 

A coincidência entre os dois fenômenos levou os pesquisadores a desconfiar de uma origem comum. Algo que, possivelmente, aconteceu nas profundezas do planeta.

O estranho padrão apareceu pela primeira vez quando cientistas revisaram séries históricas de dados do GRACE. Em meio às medições rotineiras de variação gravitacional global, um sinal forte e alongado começou a se destacar no Atlântico Oriental. 

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