
As novas tecnologias e o boom da inteligência artificial aumentaram consideravelmente a necessidade energética global. O problema é que talvez não tenhamos capacidade de suprir essa demanda por energia.
Neste cenário, diversas alternativas têm surgido. Uma delas é a primeira usina Waste-to-Energy da América Latina. O espaço será instalado no Brasil, mais precisamente na cidade de Barueri, na região metropolitana de São Paulo, e deve começar a operar no primeiro trimestre de 2027.
Financiada pelo grupo Orizon, a URE deve processar até 870 toneladas de lixo por dia. Além de Barueri, a usina vai receber resíduos dos municípios de Santana de Parnaíba e Carapicuíba. A capacidade de geração prevista é de 20 MW, o suficiente para atender a demanda de aproximadamente 8 mil moradias.
A energia será distribuída por meio da construção de uma Linha de Transmissão de aproximadamente 300 metros de extensão e será conectada a Linha de Transmissão 138 KV já existente da Enel. Leilões irão definir quem ficará responsável pelas operações de comercialização.
Para São Paulo, está previsto ainda a construção de outras duas UREs até 2028, cada uma com 1 mil toneladas/dia de capacidade e 30 MW de potência instalada. Além da possibilidade de mais duas usinas até 2035, com o objetivo de desviar até 70% dos resíduos dos aterros sanitários até 2040.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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