Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Cientistas japoneses eliminam atrito e abrem portas para física quântica

Cientistas japoneses eliminam atrito e abrem portas para física quântica

Cientistas do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa (OIST) (Japão) anunciaram um avanço significativo na tecnologia de levitação, ao eliminar o amortecimento por correntes parasitas em sistemas macroscópicos. O desenvolvimento pode revolucionar sensores de precisão e abrir novas possibilidades para a pesquisa quântica.

A levitação tem fascinado tanto mágicos quanto cientistas ao longo dos séculos. Enquanto ilusionistas criam truques para fazer objetos flutuarem, os físicos buscam a levitação por seus benefícios práticos, como o isolamento de objetos contra interferências físicas, incluindo atrito. Essa técnica é essencial para estudar fenômenos, como gravidade, pressão de gases e momento angular.

Em experimentos anteriores, a equipe havia reduzido o amortecimento usando uma placa de grafite misturada com pó revestido de sílica e embutida em cera. Embora isso diminuísse as correntes parasitas, também reduzia a força de levitação devido aos materiais adicionais. O novo rotor, feito apenas de grafite, mantém o poder de levitação total e elimina a resistência indesejada.

De acordo com o professor Jason Twamley, chefe da Unidade de Máquinas Quânticas do OIST e autor sênior do estudo, o segredo está na simetria rotacional.

“O design em forma de placa sofre leve amortecimento por correntes parasitas ao se mover para cima e para baixo, porque a força magnética — ou fluxo — muda, formando correntes parasitas dentro dos grãos de grafite revestidos de sílica”, afirmou.

“Mas um rotor permanece no mesmo campo magnético ao girar em torno de seu eixo central acima dos ímãs. Ele não experimenta mudança de fluxo — e isso elimina o amortecimento por correntes parasitas.”

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