
50 anos após o lançamento, a Força Aérea dos Estados Unidos não esperava receber informações do satélite LES-1. Porém, um radioastrônomo amador em Cornwall, no Reino Unido, captou sinais vindo dessa tecnologia dos anos 1960, um verdadeiro “satélite zumbi”.
Essa história começa em 1965, quando a Força Aérea dos EUA, em parceria com o Laboratório Lincoln do MIT, lançou dois Lincoln Experimental Satellites (LES) para a órbita da Terra. Chamados de LES-1 e LES-2, eles foram os primeiros satélites de super-alta frequência, capazes de operar na faixa de 3 a 30 gigahertz (GHz) para transmitir dados e sinais.
O objetivo era que essas tecnologias servissem a fins de comunicação militar. No entanto, LES-1 não concluiu sua missão: devido a uma falha nos fios, ele nunca saiu de órbita circular e parou de transmitir em 1967. LES-2 teve um desempenho melhor e atingiu sua órbita final em maio de 1965.
Após décadas, ambos continuam ao redor da Terra. O LES-1, no entanto, era considerado mais um exemplo de lixo espacial.
Mas em 2013, o satélite “morto” deu indícios de vida. O radioastrônomo amador Phil Williams captou um sinal de satélite que oscilava em ciclos de quatro segundos. Willians concluiu que essa informação só poderia vir do LES-1, que tombava a cada quatro segundos, com os motores bloqueado os painéis solares.
Após a repercussão do ocorrido, uma equipe do Laboratório Lincoln investigou o caso. Os pesquisadores montaram um sistema para registrar os sinais do satélite toda vez que ele sobrevoasse o campus do MIT.
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