Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Vento solar poderoso quebra a cauda do cometa mais brilhante do ano

Vento solar poderoso quebra a cauda do cometa mais brilhante do ano

Após surpreender observadores com um aumento de brilho explosivo, o cometa C/2025 A6 (Lemmon) se consolidou como a grande surpresa astronômica de 2025. Visto pela última vez há mais de um milênio, esse peregrino cósmico está prestes a atingir a menor distância da Terra – e pode não chegar inteiro a esse encontro próximo. Isso porque ele foi atingido por uma rajada de vento solar há cerca de 10 dias, que quebrou sua cauda. 

A imagem divulgada pelo astrofotógrafo Brennan Gilmore, dos EUA, no Instagram, fornece uma visão espetacular da cabeleira verde brilhante do Cometa Lemmon, enquanto ele passava perto da estrela TW Leonis Minoris, na constelação de Leão Menor.

Na foto, uma longa e delicada cauda luminosa se estende para longe do núcleo do cometa, refletindo a luz solar que ilumina o material ejetado. É esse brilho difuso e colorido que torna os cometas tão impressionantes mesmo a grandes distâncias.

A cauda de um cometa é formada quando o calor do Sol faz o gelo e o pó de seu núcleo se evaporarem, criando uma trilha de gás e poeira. Esse material é constantemente empurrado pelo “vento solar” – um fluxo de partículas carregadas que o Sol libera em todas as direções – fazendo com que a cauda aponte sempre para o lado oposto à estrela.

Um timelapse de 60 segundos produzido por Gilmore mostra o momento em que uma poderosa rajada solar atingiu o Lemmon em 2 de outubro, arrancando parte de sua cauda em um fenômeno conhecido como “evento de desconexão”. O astrofotógrafo usou um telescópio Takahashi Epsilon 130D e uma câmera astronômica ZWO, registrando o espetáculo de sua base em Cismont, Virgínia.

Atualmente, o cometa brilha com magnitude +5,1, o que significa que pode ser visto a olho nu em locais escuros e longe das luzes das cidades. Fenômenos como o observado são comuns quando o Sol libera grandes quantidades de plasma, conhecidas como ejeções de massa coronal (CMEs).

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