La Niña está de volta; saiba como o fenômeno impacta o Brasil

O La Niña atrasou, mas foi confirmado pela Administração Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos (NOAA). Segundo os cientistas, o fenômeno climático oposto ao El Niño já está atuando no Oceano Pacífico e deve permanecer ativo até o início de 2026.
Lembrando que ele consiste no resfriamento das águas do Oceano Pacífico, causando mudanças na distribuição de chuvas e nas ondas de frio. Alguns destes efeitos serão sentidos, inclusive, em território brasileiro.
O La Niña se caracteriza pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, intensificando os ventos alísios e modificando a circulação atmosférica. Isso pode resultar em aumento de chuvas em certas áreas e estiagem em outras, afetando o clima de forma oposta ao El Niño (aquecimento das águas).
Além das alterações na precipitação, o fenômeno climático também influencia as temperaturas, promovendo tanto ondas de calor quanto períodos inesperados de resfriamento. O último La Niña aconteceu entre 2020 e 2023.
No Brasil, a expectativa é que o resfriamento das águas do Pacífico Equatorial tragam mais chuvas para as regiões Norte e Nordeste, elevando o risco de enchentes e de outros eventos extremos. Já o Sul enfrentará um clima mais seco, com possibilidade de geadas tardias e estiagem durante o verão.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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