
Parasitas que lembram pipocas, crustáceos translúcidos e vermes incomuns estão entre as 14 novas espécies recentemente descobertas nos oceanos do planeta.
A lista, divulgada por pesquisadores do projeto Ocean Species Discoveries, representa mais um passo em uma iniciativa global para acelerar a identificação e descrição de formas de vida marinha ainda desconhecidas.
Os cientistas estimam que existam cerca de dois milhões de espécies marinhas vivas, embora apenas uma pequena fração delas tenha sido oficialmente nomeada e descrita.
O novo projeto busca reduzir essa lacuna por meio da publicação de descrições concisas e de alta qualidade das novas espécies. “Nossa visão compartilhada é tornar a taxonomia mais rápida, eficiente, acessível e visível”, afirmam os autores do estudo, publicado no Biodiversity Data Journal.
Outro caso notável é o do molusco Laevidentalium wiesei, conhecido como “tusk shell” ou concha em forma de presa, encontrado a mais de cinco mil metros de profundidade. Os cientistas observaram que ele abrigava uma anêmona-do-mar presa à parte externa de sua concha – a primeira vez que esse tipo de relação simbiótica é registrada nesse gênero.
De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, dos EUA (NOAA, na sigla em inglês), cerca de 91% das espécies oceânicas ainda não foram classificadas e mais de 80% do oceano permanece inexplorado. Estima-se que apenas 0,001% do assoalho marinho tenha sido diretamente observado. Mesmo diante desse vasto desconhecimento, iniciativas, como o Ocean Species Discoveries estão ajudando a revelar, pouco a pouco, o que existe nas profundezas do nosso próprio planeta.
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