
A inseminação artificial de um leopardo-de-amur realizada na França trouxe novas esperanças para a sobrevivência do felino mais raro do planeta.
O procedimento inédito foi feito com Khala, uma fêmea de 15 anos do Zoológico de Mulhouse, próximo à fronteira com a Alemanha, e pode representar um avanço importante para os programas de reprodução em cativeiro.
Os leopardos-de-amur são nativos das margens do rio Amur, na fronteira entre Rússia e China, e acredita-se que restem apenas algumas dezenas de exemplares em estado selvagem.
Baruto foi o primeiro a ser operado. Com um gotejamento intravenoso de anestésicos, o esperma do animal foi coletado sob supervisão do professor Thomas Hildebrandt, do Instituto Leibniz de Pesquisa em Zoológicos e Vida Selvagem, de Berlim (Alemanha), especializado em reprodução de espécies ameaçadas. Em seguida, Khala foi submetida à inseminação.
Um exame de ultrassom revelou que ela havia ovulado, mas, também, apresentava cistos no útero. “Boa notícia: ela ovulou. Má notícia: há cistos”, disse Hildebrandt.
O problema poderia impedir que um óvulo fecundado se fixasse na parede uterina. Ainda assim, o procedimento seguiu. Com uma sonda inserida e um leve acionamento do gatilho, a inseminação foi concluída.
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