Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 25 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Por que os EUA guardam mais de 600 milhões de quilos de queijo em cavernas?

Por que os EUA guardam mais de 600 milhões de quilos de queijo em cavernas?

Criar espaços para o armazenamento de alimentos é uma prática comum de governos mundo afora. Essa é uma forma de evitar o desperdício e garantir que haja estoques disponíveis em momentos de necessidade.

Mas um caso específico acaba chamando a atenção. Os Estados Unidos contam com reservas de mais de 635 milhões de quilos de queijo, sendo que muitas delas estão localizadas a centenas de metros abaixo do solo.

Essa curiosa história trouxe um legado que pode ser observado até hoje: a superprodução da indústria de laticínios. Um cenário que, mais recentemente, criou uma nova necessidade de armazenar a grande quantidade de produtos. Com os picos sazonais na produção do leite e queda no consumo de queijo, o governo dos EUA decidiu criar as chamadas cavernas de queijo.

Os espaços são mantidos em antigas minas de calcário e desenvolvidos para o armazenamento dos alimentos. As temperaturas frias e estáveis nas cavernas mantêm os produtos frescos, evitando o apodrecimento e consequente desperdício. Atualmente, estima-se que a Casa Branca guarde 635 milhões de quilos de queijo.

Apesar do nobre propósito, a iniciativa é alvo de críticas. Primeiro em função dos altos custos de manutenção destes espaços em um momento em que a demanda não está tão alta. Ao mesmo tempo, a pecuária leiteira contribui para o agravamento da crise climática, gerando questionamentos se é necessário ter uma produção e um estoque tão grandes assim.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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