Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Iguanas “invasoras” foram poupadas da extinção: descoberta genética muda tudo

Iguanas “invasoras” foram poupadas da extinção: descoberta genética muda tudo

As iguanas de Clarion Island, no México, estavam prestes a ser exterminadas sob a acusação de serem uma espécie invasora. No entanto, novas pesquisas genéticas mostraram que esses répteis espinhosos, conhecidos como iguanas-de-cauda-espinhosa (Ctenosaura sp.), na verdade, são nativos do local e chegaram muito antes dos humanos.

A descoberta reverteu a ideia de que teriam sido levadas por embarcações humanas e mudou completamente o entendimento sobre o ecossistema da ilha. As informações dão do IFLScience.

Clarion Island fica a cerca de 700 quilômetros da costa oeste do México e é a mais antiga do Arquipélago Revillagigedo, formado por atividade vulcânica há aproximadamente 5 milhões de anos. Por nunca ter estado conectada ao continente, abriga um ecossistema único, comparável ao das Ilhas Galápagos e do Havaí.

Por décadas, acreditou-se que as iguanas haviam sido introduzidas por humanos, possivelmente transportadas em barcos. Contudo, análises genéticas recentes mostraram que esses animais divergiram de seus parentes no continente há cerca de 425 mil anos, muito antes da chegada dos primeiros humanos à América (estimada em 26 mil anos atrás).

Isso significa que as iguanas chegaram à ilha por meios naturais, provavelmente flutuando em pedaços de madeira ou tapetes de vegetação levados pelas correntes oceânicas.

Por terem sido consideradas invasoras, as iguanas estavam sob ameaça de erradicação, o que teria resultado em um erro trágico: a extinção de uma espécie nativa.

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