
Um artigo publicado na revista Acta Astronautica analisou a chuva de meteoros Táuridas, famosa por suas bolas de fogo no céu durante o Halloween (31 de outubro), para investigar se a corrente de detritos espaciais poderia incluir fragmentos maiores capazes de representar risco de impacto à Terra.
Essa chuva recebe o nome de Táuridas porque os meteoros parecem surgir da direção da constelação de Touro. O fenômeno é melhor observado em locais com céu escuro e pouco poluído, como desertos e áreas afastadas de cidades.
O estudo focou no risco de impactos de objetos maiores dessa chuva Esses agrupamentos, chamados de enxames ressonantes, podem se formar devido à gravidade de Júpiter, que concentra fragmentos em determinadas regiões da órbita. Caso existam, eles aumentariam a densidade de detritos que a Terra pode encontrar, elevando o potencial de colisões.
Segundo os pesquisadores, a Terra poderá atravessar essas regiões mais densas em datas específicas, elevando o risco de impactos com objetos próximos da Terra (NEOs). Os períodos de maior atenção previstos são 2032 e 2036, quando o hipotético enxame poderia se aproximar do planeta.
A maior parte dos NEOs é pequena e se desintegra na atmosfera, produzindo as bolas de fogo que todos podem observar no Halloween. Porém, objetos maiores podem gerar explosões aéreas significativas, como o meteoro de Chelyabinsk em 2013, que liberou energia equivalente a meio megaton de TNT, ou o evento de Tunguska, em 1908, que foi dez vezes mais potente.
A equipe utilizou dados de observações recentes e modelos teóricos para estimar a densidade e o comportamento do enxame ressonante. Evidências indiretas, como bolas de fogo muito brilhantes e impactos detectados na Lua, apoiam a hipótese de que tais agrupamentos podem existir. Telescópios poderão monitorar os objetos em 2032 e 2036, avaliando o risco real de colisão.
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