Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de novembro de 2025 · 2 min de leitura ·

3I/ATLAS: visitante interestelar volta a ser detectado da Terra – veja novas imagens

3I/ATLAS: visitante interestelar volta a ser detectado da Terra – veja novas imagens

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, na sexta-feira (31), as lentes de um poderoso telescópio instalado no alto de uma montanha nos EUA flagraram um retorno muito esperado pela comunidade astronômica e pelo público em geral. O cometa interestelar 3I/ATLAS deu novamente as caras no céu, após semanas mergulhado no brilho do Sol e invisível para a Terra. Outros registros do objeto têm sido obtidos desde então.

A captura da noite de Halloween foi feita por Qicheng Zhang, astrônomo do Observatório Lowell, que opera o Telescópio Discovery, instalado a mais de 2.300 metros de altitude, na cadeia montanhosa de Happy Jack, no norte do Arizona. Tudo indica que esta imagem representa o primeiro retrato óptico do cometa após sua passagem pelo ponto mais próximo do Sol – o chamado periélio.

Zhang notou depois que o cometa também podia ser visto com equipamentos bem menores. Em seu blog Cometary, ele publicou uma foto feita com um pequeno telescópio e informou que astrônomos amadores do Hemisfério Norte já poderiam tentar observá-lo. 

“Tudo o que é preciso é um céu limpo e um horizonte leste baixo”, explicou o pesquisador ao site Live Science. Segundo ele, o cometa aparecerá como uma pequena mancha no céu, mas deve ficar mais visível a cada dia.

O astrônomo destacou que o Telescópio Discovery é um dos poucos grandes instrumentos capazes de observar tão perto do horizonte. Segundo ele, essa condição foi essencial para capturar o cometa logo após o periélio. Zhang conseguiu fazer a foto quando o 3I/ATLAS estava a apenas 16 graus do Sol, pouco acima do horizonte, aproveitando o momento exato em que o céu ainda estava escuro o suficiente.

Para se preparar, ele costuma usar um telescópio menor – com lente de 15 cm – para testar as condições do céu e ajustar o tempo de exposição antes das observações oficiais. Segundo o especialista, embora possam existir outros registros feitos por radiotelescópios ou por instrumentos menores, a imagem capturada parece ser a primeira foto óptica do cometa após o periélio.

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