
Desde que foi descoberto, o cometa 3I/ATLAS está na mira de diversos telescópios espaciais e terrestres. As observações são analisadas por cientistas do mundo todo, focados em desvendar os segredos do objeto, que é apenas o terceiro visitante interestelar já detectado no Sistema Solar.
Após se encontrar com o Sol no fim do mês passado, o “forasteiro” tem se tornado cada vez mais visível no céu. Em dezembro, ele vai alcançar a distância mínima da Terra, enquanto segue viagem de volta para casa – onde quer que seja.
Atualmente, o cometa tem magnitude de 9.5, brilho insuficiente para ser visto a olho nu e acessível apenas com telescópios de pequeno ou médio porte. Binóculos astronômicos mais potentes até podem detectá-lo, mas somente em noites muito favoráveis – aquelas com céu limpo, baixa umidade e pouca poluição luminosa. Quem não dispõe desse tipo de equipamento pode contar com as transmissões online de observatórios e astrônomos amadores, que vêm mostrando em tempo real o avanço do objeto.
A trajetória singular do 3I/ATLAS continua a ser cuidadosamente monitorada, já que cada novo dado pode ser crucial para decifrar a composição, comportamento e origem do enigmático visitante interestelar.
Um dos astrônomos ao redor do mundo que estão empenhados em estudar o objeto é Gianluca Masi, fundador e responsável pelo Projeto Telescópio Virtual, do Observatório Bellatrix, em Manciano, na Itália, que programou uma transmissão ao vivo do 3I/ATLAS no YouTube. Se as condições climáticas ajudarem e o céu estiver favorável, a live será na próxima segunda-feira (17), a partir da 1h15 da manhã (pelo horário de Brasília).
Uma nova imagem do 3I/ATLAS mostra que a cauda iônica o cometa está maior e mais definida, indicando que ele está ficando mais ativo conforme avança pelo Sistema Solar interno. O registro foi feito pelo Projeto Telescópio Virtual, combinando várias fotos de longa exposição capturadas por telescópios remotos.
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