Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de novembro de 2025 · 1 min de leitura ·

Incêndios em unidades de conservação caem ao segundo menor nível da história

Incêndios em unidades de conservação caem ao segundo menor nível da história

O período de seca de 2025, considerado o mais crítico para incêndios florestais, terminou com 434,3 mil hectares queimados em unidades de conservação. Embora o número seja alto, ele representa o segundo menor registro da série histórica, atrás apenas de 2018.

O dado ganha ainda mais relevância porque, neste ano, 79 unidades foram monitoradas, mais que o dobro das 39 acompanhadas em 2018.

Segundo João Morita, coordenador do Centro Especializado em Manejo Integrado do Fogo (CEMIF), os resultados refletem avanços importantes. “Quase dobramos a quantidade de unidades monitoradas, o que melhora nosso poder de análise e gera dados mais realistas”, afirmou.

As ações de manejo somaram 265,9 mil hectares em 2025, distribuídos por 32 unidades. O Cerrado concentrou mais de 86% desse trabalho, seguido pela Amazônia, que teve área manejada superior à área afetada por incêndios.

O ano também foi marcado por maior integração entre agências e resposta mais rápida, com operações destacadas na Chapada dos Veadeiros, no Araguaia e no Distrito Federal, incluindo o Parque Nacional e a Floresta Nacional de Brasília.

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

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