
Um meteoro duplo foi registrado na segunda-feira (24), às 23h14 (horário de Brasília), em Cabo Rojo, Porto Rico. Embora grande parte das imagens semelhantes a esta seja ilusão de ótica, existem casos reais, como o que parece ser desta vez.
Esse fenômeno acontece quando dois ou mais pedaços de um mesmo corpo espacial entram na atmosfera quase ao mesmo tempo e próximos um do outro, criando dois rastros luminosos quase simultâneos. Isso pode ocorrer porque o objeto já estava fragmentado no espaço ou porque se partiu pouco antes da entrada.
De acordo com o pesquisador e astrofotógrafo porto riquenho Frankie Lucena, o evento foi confirmado pela Sociedade de Astronomia do Caribe. “Acredita-se que o fenômeno tenha sido causado pela divisão de uma pequena rocha em duas antes de entrar na atmosfera”, descreveu Lucena ao Spaceweather.com. “Quando vi a gravação pela primeira vez no meu monitor, pensei que não poderia ser um meteoro, mas, ao ampliar a imagem, notei que a ablação era semelhante à de outros meteoros que já registrei, especialmente o clarão intenso pouco antes de desaparecer”.
A imagem mostra duas luzes seguindo praticamente lado a lado, até desaparecerem quase ao mesmo tempo, o que levanta a dúvida: seriam meteoros “gêmeos” ou apenas uma coincidência visual?
Meteoros duplos acontecem quando um meteoroide – um pedaço de cometa ou asteroide – se fragmenta durante ou pouco antes da entrada na atmosfera terrestre. Cada pedaço segue uma rota muito próxima, aquece ao atravessar o ar e produz dois ou mais rastros luminosos quase simultâneos.
O caso registrado em Porto Rico lembra um episódio bem mais impressionante ocorrido no Brasil em 2019. Na ocasião, a estação EMM2/MA da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon), em São José do Ribamar (MA), captou nove meteoros passando juntos em menos de um segundo. Todos seguiam paralelos, indicando que eram fragmentos de um mesmo meteoroide que já chegou à atmosfera dividido.
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