Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de dezembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Cometa 3I/ATLAS é monitorado por rede de alerta da ONU

Cometa 3I/ATLAS é monitorado por rede de alerta da ONU

Enquanto se dirige ao ponto mais próximo da Terra em sua passagem pelo Sistema Solar, que será alcançado na sexta-feira (19), o cometa 3I/ATLAS vem sendo acompanhado de perto por astrônomos do mundo inteiro. O monitoramento envolve não apenas agências espaciais, mas também a Organização das Nações Unidas (ONU).

Mesmo a uma distância segura, estimada em cerca de 270 milhões de quilômetros do nosso planeta, sem qualquer risco de colisão, o cometa desperta grande interesse científico. 

Telescópios distribuídos em diferentes continentes estão rastreando a posição do objeto para entender melhor sua trajetória e suas características físicas, em uma campanha coordenada pela Rede Internacional de Alerta de Asteroides (IAWN, na sigla em inglês), ligada à ONU. Segundo James Bauer, investigador principal do núcleo de pequenos corpos da rede e professor da Universidade de Maryland, nos EUA, a iniciativa já chegou à metade do período planejado.

A expectativa é que os dados coletados sejam analisados e publicados no próximo ano em um periódico científico revisado por pares. A IAWN reúne mais de 80 observatórios profissionais e cientistas cidadãos que estudam cometas e asteroides próximos da Terra.

A NASA é responsável por coordenar a rede e as campanhas de observação. Conforme relatado por Bauer ao site Live Science, o 3I/ATLAS é o primeiro objeto de origem interestelar acompanhado pelo IAWN desde o início dessas ações, em 2017, o que dá um caráter inédito ao trabalho.

O objetivo central das campanhas é fortalecer a astrometria, técnica usada para medir com alta precisão a posição de corpos celestes no céu. No caso do 3I/ATLAS, os pesquisadores estão testando um novo método para calcular sua trajetória. Isso pode ser fundamental no futuro, inclusive para planejar o envio de espaçonaves a cometas semelhantes. A proposta é garantir que a comunidade científica utilize ferramentas cada vez mais modernas e precisas.

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