Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de dezembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Sonda da NASA detecta mudança repentina na direção do vento solar

Sonda da NASA detecta mudança repentina na direção do vento solar

Investigando o Sol desde 2018, a sonda Solar Parker, da NASA, registrou as imagens mais detalhadas já obtidas de material sendo lançado pela estrela ao espaço e, em parte, retornando à própria superfície após uma grande erupção. O fenômeno ajuda a explicar como essa atividade reorganiza campos magnéticos e influencia o chamado clima espacial.

As observações foram feitas durante a maior aproximação já realizada por uma espaçonave em relação ao Sol. Na véspera do Natal de 2024, a sonda passou a cerca de 6,1 milhões de quilômetros da superfície solar, um recorde que permitiu analisar processos antes invisíveis aos instrumentos mais distantes.

Durante o sobrevoo histórico, a espaçonave registrou uma erupção solar exatamente como os cientistas previam. As imagens mostram uma região extremamente brilhante, formada por plasma superaquecido, sendo expelida violentamente para o espaço a partir da atmosfera externa do Sol.

Esse tipo de explosão é conhecido como ejeção de massa coronal (CME). Trata-se da liberação de enormes quantidades de partículas carregadas e campos magnéticos, capazes de viajar por milhões de quilômetros pelo Sistema Solar.

Nas imagens captadas, a nuvem de material se afasta inicialmente da estrela e se expande, tornando-se mais difusa. Em seguida, parte desse material muda de direção e começa a retornar, descrevendo um movimento curvo e espiralado.

Segundo a NASA, esse retorno ocorre devido à ação intensa dos campos magnéticos solares. As linhas magnéticas se esticam com a força da erupção, se rompem e rapidamente se reconectam, formando grandes estruturas em forma de laço.

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