
O verão começou no Brasil com dois sinais claros: o calor ganha força logo na largada e o comportamento da chuva será bastante desigual pelo país. Em suma: a estação deve ser mais irregular do que o normal.
Esse padrão combina dois movimentos. De um lado, episódios frequentes de calor intenso, sobretudo nas primeiras semanas da estação. De outro, chuvas mal distribuídas, com excesso em algumas áreas e déficit em regiões populosas, como parte do Sudeste e do Nordeste.
A estação, que vai até 20 de março de 2026, tende a reforçar extremos típicos do período. Dias mais longos, maior incidência de sol e aquecimento do ar criam o ambiente ideal tanto para ondas de calor quanto para temporais pontuais, com risco de vento forte, granizo e raios.
O detalhe é que esses eventos não devem ocorrer de forma homogênea. E isso faz toda a diferença no impacto regional.
Os estados da região têm previsão de chuvas acima da média, com destaque para o sudeste e sudoeste do Rio Grande do Sul, onde os acumulados podem superar o padrão histórico em até 50 mm no trimestre.
Mesmo assim, o calor não dá trégua: as temperaturas devem ficar acima da média durante boa parte do verão, especialmente no oeste gaúcho, com desvios de até 1 °C.
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