
A transmissão de imagens entre Marte e a Terra é uma corrida contra um fator inevitável: a distância. A seguir, entenda por que as fotos demoram tanto para serem transmitidas entre os planetas.
Assim como ocorre com outras conexões sem fio, os dados são transmitidos através de ondas de rádio, propagadas à velocidade da luz. Na prática, é como se houvesse uma antena em cada ponta, usada para enviar e receber essas informações simultaneamente.
Essa conexão, porém, não funciona de maneira similar ao Wi-Fi e conexões via 3G, 4G ou 5G, cuja distância entre o celular e o roteador ou a torre é extremamente pequena em relação à Marte e a Terra.
Afinal, entre os dois planetas há uma distância média de 225 milhões de quilômetros. Enquanto isso, a velocidade da luz é de quase 1 bilhão de quilômetros por hora.
Em outras palavras: uma transmissão que leva de 3 a 22 minutos, a depender da órbita dos planetas. O que aumenta consideravelmente a latência, ou seja, o atraso de resposta de um sistema no envio e na recepção dos pacotes.
A distância, no entanto, não é o único fator. Há, ainda, a capacidade limitada do link, que coloca as informações em “fila” durante o envio, e sistemas de correções de erros para lidar com interferências e reforçar a integridade dos pacotes, o que consome tempo e requer retransmissões quando necessário.
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