Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de janeiro de 2026 · 2 min de leitura ·

Aumentam as chances de lixo espacial atingir aeronaves, alertam especialistas

Aumentam as chances de lixo espacial atingir aeronaves, alertam especialistas

Dá-se o nome de “lixo espacial” para todo resquício tecnológico que deixou de funcionar e orbita a atmosfera da Terra, como restos de foguetes e satélites. Segundo o site Space, pelo menos uma nave (ou uma parte dela) cai na Terra uma vez por semana, o que pode acarretar acidentes.

De forma geral, a maioria desses fragmentos é destruída uma vez que adentram a atmosfera terrestre, visto que a alta velocidade e o calor gerado obliteram o hardware. Contudo, algumas peças ainda podem resistir à desintegração e são elas que representam o problema.

Alguns objetos ficam tão minúsculos quanto grãos de poeira, outros, entretanto, permanecem tão grandes quanto um tanque de propelente — independentemente do tamanho, se entrarem em contato com uma aeronave, podem ocasionar um acidente. Esse risco costumava ser bem pequeno, mas agora tem crescido o bastante para que os especialistas sejam obrigados a desenvolver estratégias para reduzi-lo novamente.

Publicada na Nature em janeiro de 2025, a pesquisa “O fechamento do espaço aéreo devido à reentrada de objetos espaciais” foi desenvolvida por Ewan Wright, Aaron Boley e Michael Byers, e detalha como o espaço aéreo de alguns aeroportos, de países como os Estados Unidos, sofrem com até 26% de chances de terem voos atingidos por lixo espacial.

Já este outro estudo de 2020, concebido por William H. Ailor, prevê que até 2030, as chances de qualquer voo comercial atingir um pedaço de lixo espacial alcançam a probabilidade de 1 para 1.000.

As estatísticas não parecem assustadoras a princípio, no entanto, conforme o número de voos comerciais aumenta e a progressão de lixo espacial cresce, o risco de centenas de vidas serem atingidas em pleno ar torna-se uma possibilidade real, como informa o site Space. Ainda é dito que mesmo fragmentos pequenos podem causar uma catástrofe, especialmente em motores a jato.

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