
Astrônomos finalmente confirmaram que Betelgeuse não está sozinha. A supergigante vermelha, uma das estrelas mais famosas do céu noturno, abriga uma estrela companheira chamada Siwarha, que orbita tão perto que chega a atravessar a atmosfera externa da gigante.
A descoberta foi feita com dados do telescópio Hubble e resolve um mistério que intriga cientistas há décadas: por que o brilho de Betelgeuse varia de forma tão regular e estranha.
Após oito anos de monitoramento contínuo, pesquisadores do Centro de Astrofísica de Harvard-Smithsonian identificaram um sinal claro dessa companheira invisível: um rastro de gás denso e turbulento deixado toda vez que Siwarha cruza a frente de Betelgeuse.
Esse rastro funciona como uma impressão digital cósmica. É a prova direta de que algo passa por ali e altera o comportamento da estrela.
Para explicar o fenômeno, os cientistas recorrem a uma comparação simples. O efeito é semelhante ao de um barco cortando a água: mesmo sem ver o casco o tempo todo, as ondulações na superfície deixam claro que algo passou por ali. No caso de Betelgeuse, essas “ondas” aparecem nos dados do Hubble como mudanças sutis, porém consistentes, na luz emitida pela estrela.
Essas mudanças ficam evidentes no espectro de luz, especialmente em linhas associadas ao ferro ionizado (ferro II). Além disso, os pesquisadores observaram alterações na velocidade e na direção dos gases da atmosfera externa, sinais claros de que esse material está sendo perturbado por algo em movimento.
Entre para comentar.