Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de janeiro de 2026 · 2 min de leitura ·

Cientistas encontram possíveis fragmentos do DNA de Leonardo da Vinci

Cientistas encontram possíveis fragmentos do DNA de Leonardo da Vinci

Cientistas afirmam estar mais próximos de identificar fragmentos do DNA de Leonardo da Vinci, um dos nomes mais emblemáticos do Renascimento europeu. A conclusão vem de um estudo que analisou material genético encontrado em uma obra atribuída ao artista e em documentos ligados a seus parentes, sugerindo uma possível conexão biológica inédita até agora.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Leonardo da Vinci DNA Project e apresentado nesta semana em um artigo preliminar publicado no servidor BioRxiv. Embora os autores ressaltem que ainda não é possível confirmar a identidade do DNA com certeza absoluta, os resultados apontam para um avanço relevante na tentativa de reconstruir a história genética do pintor, inventor e cientista italiano.

Os pesquisadores analisaram amostras coletadas de um desenho em giz vermelho possivelmente atribuído a Leonardo da Vinci, além de cartas escritas por um primo conhecido do artista. A partir desse material, foram identificadas sequências do cromossomo Y humano pertencentes ao mesmo grupo genético, com ancestralidade comum na Toscana, região onde da Vinci nasceu.

Segundo o estudo, essas sequências fazem parte da linhagem E1b1b, transmitida de pai para filho ao longo de gerações. A presença desse mesmo marcador genético tanto no desenho quanto nas cartas sugere que o material biológico pode estar ligado à família de Leonardo da Vinci, o que abre caminho para uma possível identificação direta do DNA do artista.

Os próprios autores destacam que os dados ainda exigem validação adicional. Mesmo assim, o método descrito no artigo demonstra como avanços recentes da genética podem influenciar a forma como obras de arte são estudadas, conservadas e autenticadas. Hoje, esses processos dependem principalmente da análise de traços artísticos e de avaliações históricas.

No artigo, os pesquisadores afirmam que a combinação de metagenômica com análise de marcadores de DNA humano pode se tornar uma base metodológica para estudos futuros em ciência do patrimônio cultural, incluindo investigações sobre procedência, autenticidade e histórico de manuseio de obras.

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