Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de janeiro de 2026 · 2 min de leitura ·

Como o gelo artificial pode ajudar a resfriar cidades inteiras

Como o gelo artificial pode ajudar a resfriar cidades inteiras

Já imaginou uma cidade inteirinha sendo refrescada com gelo ao invés de ar-condicionado? Pode parecer ficção científica, mas tecnologias urbanas que produzem e armazenam térmico do gelo para refrigeração em larga escala já estão entrando em testes e planos reais e podem transformar a forma como lidamos com o calor nas metrópoles. É o que indicam estudos publicados na revista científica Sustainable Cities and Society.

Uma pesquisa publicada na revista científica Sustainable Cities and Society avaliou o uso do Ice Thermal Energy Storage (ITES) em edifícios urbanos e mostrou que produzir gelo em horários de menor demanda elétrica e utilizá-lo para resfriamento durante o dia reduz picos de consumo e melhora a eficiência energética. O estudo, conduzido por pesquisadores que analisaram cidades de clima quente, indica que essa tecnologia pode apoiar estratégias urbanas de refrigeração mais sustentáveis, ajudando a tornar ambientes urbanos mais confortáveis e resilientes ao calor extremo.

Uma análise recente de literatura científica cobriu artigos sobre armazenamento térmico em edifícios publicados entre 2020 e 2025. O estudo mostra que tecnologias de TES — incluindo sistemas baseados em gelo — aparecem cada vez mais em pesquisas sobre eficiência energética predial devido à necessidade crescente de soluções sustentáveis para conforto térmico e redução de consumo.

Você pode achar que gelo serve só em bebidas ou coolers, mas um conceito chamado armazenamento térmico de gelo está sendo estudado para aliviar o calor urbano e apoiar sistemas de refrigeração de prédios inteiros. Isso interessa porque o calor excessivo afeta saúde, sono e produtividade, especialmente em ondas de calor cada vez mais comuns.

Pesquisas publicadas em bases científicas reconhecidas indicam que estratégias de armazenamento de frio com gelo e sistemas de refrigeração urbana inteligente podem reduzir picos de consumo de energia e melhorar o conforto térmico e esse número vai crescer à medida que cidades buscam soluções mais sustentáveis para o clima.

Na prática, imagina torres de gelo gigantes ou tanques subterrâneos produzindo gelo à noite, quando a eletricidade é mais barata e depois bombeando água fria ou ar refrigerado por grandes áreas durante o dia. Em cidades com transporte coletivo, hospitais e escritórios, isso poderia significar ruas mais frescas e ambientes mais confortáveis sem a sobrecarga energética dos aparelhos individuais.

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