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Internet e Redes Sociais · 9 de abril de 2021 · 2 min de leitura ·

Google bloqueia termos no YouTube para acabar com discursos de ódio

Google bloqueia termos no YouTube para acabar com discursos de ódio

Google logo

O Google anunciou uma novidade para tentar minimizar discursos de ódio na internet. A empresa decidiu bloquear vários termos que não poderão ser mais usados como palavras-chave de anúncios em vídeo no YouTube. A mudança segue um relatório do The Markup, que descobriu que anunciantes procuram termos como “vidas brancas importam” e “poder branco” para divulgarem suas marcas na plataforma.

Letreiro colorido do Google em fachada de um imóvel
Google anuncia novas políticas de anúncios no Youtube.
Crédito: Shutterstock

Numa breve pesquisa no Google, é possível encontrar centenas de milhões de vídeos de canais relacionados à “supremacia branca” e outros termos de ódio, incluindo “Todas as Vidas Importam” e “Vidas Brancas Importam” – frases usadas como tréplicas para a famosa “Black Lives Matter” (“Vidas Negras Importam”, em português).

O The Markup também descobriu que a companhia estava proibindo anunciantes de usarem “Black Lives Matter” como palavra-chave. Questionado, o Google afirmou que bloqueou outros termos de justiça racial e social, como “excelência negra” e “direitos civis”.

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Um porta-voz da plataforma de buscas disse à imprensa internacional que “a empresa condena e leva muito a sério questões de ódio e assédio”. Ele reconheceu que “os termos identificados são ofensivos e prejudiciais, por isso foram bloqueados ao violarem as políticas da empresa”.

Por outro lado, o YouTube afirmou que possui várias camadas de proteção para evitar anúncios ofensivos ou prejudiciais e que remove regularmente vídeos que contenham incitação ao ódio. No ano passado, a empresa excluiu mais de 867 milhões de anúncios que tentaram “escapar” dos sistemas de detecção e mais de 3 bilhões que violavam suas políticas.

O Google luta contra o discurso de ódio há vários anos. Em 2019, foram banidos alguns conteúdos ligados ao movimento “supremacia branca”. A empresa restringiu os canais de monetizar vídeos que vão contra suas políticas de discurso de ódio, impedindo-os de veicular propagandas. Segundo a CEO do YouTube, Susan Wojcicki, “a política contra o discurso de ódio da empresa proíbe vídeos que alegam que um grupo é superior a outro com base em qualidades como raça, gênero, religião ou orientação sexual, para justificar discriminação, segregação ou exclusão”.

Fonte: The Verge

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Ana Paula Ruiz é redator(a) no Olhar Digital

Lyncon Pradella

Lyncon Pradella é jornalista formado pela Universidade Nove de Julho. Foi estagiário da RedeTV! e repórter freelancer do UOL antes de se tornar Editor do Olhar Digital.

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