Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de fevereiro de 2026 · 2 min de leitura ·

Sol produz a terceira erupção mais poderosa dos últimos tempos em domingo agitado

Sol produz a terceira erupção mais poderosa dos últimos tempos em domingo agitado

Neste domingo (1), o Sol foi tomado por intensa agitação. Observações registraram 26 erupções solares em sequência, com destaque para um evento X8.1 – extremamente poderoso. Essa foi uma das cinco explosões de classe X (o nível máximo de energia) detectadas no período, além de 21 de classe M (moderado). 

A maioria dos episódios ocorreu na região ativa AR4366, um grupo de manchas que surgiu recentemente no lado leste do disco solar e cresceu de forma acelerada, tornando-se quase 10 vezes maior que a Terra. Esse processo deixou a área extremamente instável, favorecendo a ocorrência de explosões intensas e sucessivas.

Antes da grande explosão, a AR4366 já dava sinais claros de instabilidade. No início da madrugada de domingo (1º), a região produziu uma erupção de longa duração, marcada por três picos sucessivos. O evento começou com uma explosão M7, seguida por uma X1 e depois por uma M6, somando mais de seis horas de liberação contínua de energia.

De acordo com a plataforma de observação astronômica EarthSky.org, essa sequência prolongada chamou a atenção de especialistas em clima espacial, pois costuma indicar acúmulo de energia suficiente para eventos posteriores ainda mais intensos. A expectativa se confirmou às 20h44 (horário de Brasília), com a ocorrência da poderosa erupção de classe X8.1, a terceira maior já observada durante o Ciclo Solar 25 (que iniciou em dezembro de 2019).

Os efeitos na Terra foram imediatos, provocando um apagão de rádio de nível R3, considerado forte, em toda a face do planeta iluminada pelo Sol naquele momento. O evento causou interrupções generalizadas nas comunicações, sobretudo nas transmissões de alta frequência (HF). Setores como aviação, navegação marítima e radioamadores enfrentaram falhas de sinal, com impacto maior em áreas do Pacífico, leste da Austrália e na Nova Zelândia.

A causa do apagão foi a intensa radiação ultravioleta extrema liberada pela erupção, que ionizou fortemente a parte superior da atmosfera terrestre, absorvendo sinais de rádio abaixo de 20 megahertz e dificultando a propagação das transmissões por várias horas.

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