
Após décadas de avanços na exploração espacial, ainda pouco se sabe sobre os limites do Sistema Solar. Mas, uma nova missão da NASA está prestes a fornecer informações cruciais para os cientistas desvendarem esse mistério.
O que já está claro é que a Terra e os demais planetas estão inseridos na heliosfera, uma espécie de bolha criada pelo vento solar, formada por partículas constantemente lançadas pelo Sol.
Fora dessa bolha começa o espaço interestelar, dominado por partículas vindas de outras partes da galáxia. A transição entre esses dois ambientes ocorre em regiões-chave: a heliopausa, onde o vento solar perde força, e a onda de choque, onde há uma interação intensa entre o material solar e o interestelar.
Para estudar essas fronteiras invisíveis, a NASA lançou, em setembro do ano passado, a missão Interstellar Mapping and Acceleration Probe, conhecida pela sigla IMAP. A sonda chegou recentemente à sua posição final de operação, o chamado Ponto de Lagrange 1 (L1), localizado a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, na direção do Sol.
O L1 é um local especial do espaço onde as forças gravitacionais da Terra e do Sol se equilibram. Essa condição permite que a espaçonave mantenha uma posição estável, acompanhando o movimento do Sol ao longo do ano, sem gastar muito combustível para correções de rota.
Embora esteja relativamente próxima do centro do Sistema Solar, a IMAP consegue estudar as bordas graças à tecnologia a bordo. A missão foi projetada para detectar átomos neutros energéticos (ENAs), que se formam quando o vento solar colide com partículas do meio interestelar.
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