
Astrônomos concluíram o maior levantamento do Universo já feito em ondas de rádio. Utilizando o mais sensível conjunto de radiotelescópios de baixa frequência do mundo, o LOFAR (sigla em inglês para Rede de Baixa Frequência), eles puderam identificar mais de 13 milhões de objetos e fenômenos cósmicos. Os resultados foram publicados na revista Astronomy & Astrophysics.
O estudo mostra como o Universo muda quando observado em ondas de rádio, e não apenas na luz visível. Enquanto nossos olhos captam uma pequena parte do espectro eletromagnético, os radiotelescópios detectam sinais invisíveis, revelando estruturas antes ocultas.
Entre os cerca de 13,7 milhões de registros estão jatos de buracos negros supermassivos, galáxias em colisão e explosões de supernovas – o dramático fim de estrelas muito massivas. Em alguns casos, essas explosões resultam em estrelas de nêutrons, objetos incrivelmente densos e compactos.
Quase todas as grandes galáxias abrigam um buraco negro central com milhões ou bilhões de vezes a massa do Sol. No entanto, nem todos estão em atividade. Eles passam a brilhar intensamente quando começam a acumular matéria ao redor. Nessa fase, formam o chamado núcleo galáctico ativo (AGN).
Quando há grande quantidade de gás e poeira girando em torno do buraco negro, cria-se o disco de acreção. Esse material aquece e emite energia em várias frequências. A intensa gravidade transforma o centro da galáxia em uma das regiões mais luminosas do cosmos.
Campos magnéticos poderosos desviam parte do material para os polos do buraco negro, onde partículas são aceleradas a velocidades próximas à da luz e lançadas em dois jatos opostos. Esses jatos podem se estender por distâncias maiores que a própria galáxia.
Entre para comentar.