Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de fevereiro de 2026 · 2 min de leitura ·

IA ‘mal-educada’ é mais inteligente, revela estudo

IA 'mal-educada' é mais inteligente, revela estudo

Sabe aquela história de que pra ser esperto tem que ser educado? Bom, parece que a inteligência artificial desafia essa regra. Uma pesquisa recente aponta que quando as IAs agem de forma mais ‘grossa’ ou ‘direta’, elas conseguem resolver tarefas complexas de raciocínio de um jeito muito mais eficiente.

Os pesquisadores da Carnegie Mellon University, dos Estados Unidos, e da MBZUAI (Mohamed bin Zayed University of Artificial Intelligence), de Abu Dhabi, descobriram que, ao incitar a IA a ser um pouco mais agressiva ou rude nas respostas, o desempenho dela em testes de raciocínio complexo melhorava significativamente. Estamos falando de impressionantes 50% de aumento na precisão em um benchmark específico.

Os cientistas chamaram essa abordagem de Rude-Assistant Alignment (RaA). No trabalho, eles pediram que a IA não fosse tão ‘boazinha’. Por exemplo, em vez de um ‘Claro, posso ajudar!’, a melhor resposta seria ‘faça X, Y e Z’.

E essa pequena mudança fez toda a diferença. Isso acontece porque o modelo de linguagem grande (LLM) se concentra mais na inferência e na lógica da tarefa, e menos em ser amigável ou cooperativo. É como se ela tirasse os ‘filtros sociais’ e fosse direto para parte de resolver o problema.

Os pesquisadores sugerem que essa abordagem pode ser útil para tarefas que exigem um raciocínio mais robusto e não precisam de uma interface amigável, como em sistemas internos ou automações. As informações são do portal Live Science.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Compartilhe