Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de março de 2026 · 2 min de leitura ·

Março pode ser o melhor mês para auroras em mais de 10 anos

Março pode ser o melhor mês para auroras em mais de 10 anos

Este mês pode representar a melhor oportunidade em mais de uma década para observar as famosas “luzes do norte”, como é popularmente chamado o fenômeno das auroras boreais. A combinação entre o pico do ciclo solar e as condições magnéticas típicas de março cria um cenário especialmente favorável, algo que não se via com tanta intensidade desde o último período de máxima atividade do Sol, em 2014.

Cientistas acompanham atentamente esse momento porque o atual ciclo solar está em uma fase elevada, aumentando a frequência de tempestades geomagnéticas. Quando esse aumento coincide com o alinhamento magnético característico do equinócio de março, as chances de auroras mais fortes e frequentes crescem significativamente, tornando o mês estratégico para observadores.

As auroras se formam quando partículas carregadas liberadas pelo Sol alcançam a Terra. Ao se aproximarem do planeta, elas são guiadas pelo campo magnético terrestre em direção às áreas polares. É nesse ponto que ocorre o espetáculo luminoso.

Na atmosfera, as partículas colidem com gases como oxigênio e nitrogênio. Essas colisões liberam energia em forma de luz, criando faixas coloridas que podem variar entre tons de verde, vermelho, rosa e violeta. No Norte, o fenômeno é chamado de aurora boreal; no Sul, aurora austral.

A intensidade das cores depende da força das emissões solares. Quanto maior a atividade do Sol, maior a quantidade de partículas lançadas ao espaço e, consequentemente, maior a possibilidade de auroras mais vibrantes.

Março é marcado pelo equinócio – início do outono no Hemisfério Sul e da primavera no Hemisfério Norte. Nesse período, a posição da Terra em relação ao Sol favorece a interação entre o campo magnético terrestre e o vento solar. De acordo com o guia de observação InTheSky.org, às 11h48 (horário de Brasília) do próximo dia 20, o Sol cruzará o equador celeste, oficializando essa mudança de estação. Esse alinhamento magnético facilita a entrada de partículas solares na atmosfera, aumentando as chances de auroras mesmo quando a atividade do Sol não está no auge.

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