
A taxa de expansão do universo é um dos temas centrais da cosmologia moderna — e também um dos maiores enigmas atuais da física.
A chamada “tensão de Hubble” descreve a discrepância entre diferentes formas de calcular a constante de Hubble, parâmetro que mede a velocidade com que o cosmos está se expandindo. Agora, pesquisadores apontam que as ondas gravitacionais, pequenas ondulações no espaço-tempo, podem oferecer um novo caminho para enfrentar esse impasse.
Os cientistas sabem desde 1998 que o universo não apenas está se expandindo, mas que essa expansão ocorre de forma acelerada. Para explicar o fenômeno, foi introduzido o termo “energia escura”, designação provisória para a força misteriosa que impulsiona essa aceleração.
Ainda assim, mesmo após mais de duas décadas de investigação, permanece uma questão central: qual é exatamente o valor da taxa de expansão do universo?
Uma equipe da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign e da Universidade de Chicago acredita que a resposta pode estar nas ondas gravitacionais.
“Este resultado é muito significativo — é importante obter uma medição independente da constante de Hubble para resolver a atual tensão de Hubble”, afirmou Nicolas Yunes, líder do estudo e diretor fundador do Illinois Center for Advanced Studies of the Universe (ICASU), em comunicado. “Nosso método é uma forma inovadora de aumentar a precisão das inferências da constante de Hubble usando ondas gravitacionais.”
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