Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de março de 2026 · 2 min de leitura ·

Os insetos que podem sumir do mapa antes de serem descobertos

Os insetos que podem sumir do mapa antes de serem descobertos

A floresta amazônica é tão grande que até mesmo os próprios biólogos desconhecem uma quantidade significativa de seres vivos. Segundo uma pesquisa, um dos grupos de espécies mais desconhecidas é o de insetos decompositores, como as moscas sarcosaprófagas. O estudo foi publicado na Proceedings of the Royal Society B e pode ser lido clicando aqui.

Pesquisadores analisaram milhares de registros de ocorrência desses insetos e descobriram que ainda existem áreas com poucos ou quase nenhum apontamento. As regiões mais estudadas ficam próximas a rios, estradas e centros de pesquisa, enquanto vastas áreas remotas permanecem praticamente desconhecidas para a ciência, segundo informações do portal The Conversation.

As moscas sarcosaprófagas utilizam matéria orgânica animal em decomposição e desempenham papel importante na reciclagem de nutrientes nos ecossistemas. Além disso, esses insetos têm relevância para a saúde pública e para a ciência forense, já que auxiliam a compreender processos de decomposição.

Apesar da importância ecológica, o conhecimento sobre esses organismos ainda é limitado, principalmente na Amazônia. Isso ocorre porque boa parte do grupo de decompositores da floresta é formada majoritariamente por espécies pequenas e pouco visíveis.

Entre os grupos analisados no estudo estão moscas das famílias Calliphoridae, Mesembrinellidae e Sarcophagidae. No total, os cientistas compilaram mais de 8 mil registros de ocorrência dessas espécies na Amazônia brasileira para mapear onde o conhecimento científico está concentrado.

Para entender os padrões de coleta de dados, os cientistas compararam registros reais com um modelo matemático que simula uma Amazônia idealmente amostrada. Nesse cenário hipotético, todas as áreas da floresta teriam a mesma probabilidade de serem estudadas.

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