
Uma câmera capaz de capturar o movimento do ar e ondas de choque em alta velocidade ao redor de foguetes e aviões, transformando o “invisível” em imagens nítidas por meio da polarização da luz. É assim que funciona o sistema Self-Aligned Focusing Schlieren (SAFS), premiado pela NASA como a Invenção Governamental do Ano em 2025.
O sistema substitui uma técnica de visualização de fluxo utilizada há 80 anos. Ela dependia de ajustes manuais extremamente complexos e sensíveis em túneis de vento. Ao trocar o antigo aparato mecânico por um sistema óptico compacto e de baixo custo, a inovação reduziu o tempo de montagem de semanas para poucos minutos. E eliminou longos períodos de inatividade em instalações de pesquisa.
Criada pelos engenheiros Brett Bathel e Joshua Weisberger no Centro de Pesquisa Langley, a ferramenta elimina distrações visuais que antes poluíam as imagens, como as turbulências naturais que ocorrem fora da área de interesse do teste.
O sistema foca exclusivamente nas mudanças de densidade do ar próximas ao objeto. Isso permite que os cientistas vejam com precisão como o vento se comporta sob condições extremas de voo.
A “mágica” ocorre dentro de um módulo acoplado à câmera, equipado com cristais birrefringentes. Esses componentes dividem a luz em duas imagens quase idênticas que, ao passarem por um filtro polarizador (tecnologia semelhante à usada em óculos de sol), interagem entre si para revelar ondas de choque como manchas de luz e sombra no sensor.
Diferente do método tradicional, que exigia alinhar perfeitamente grades de luz em ambos os lados do objeto, como se fosse necessário alinhar duas janelas em lados opostos de uma sala, o SAFS requer acesso a apenas um lado.
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