
Um estudo publicado nesta quarta-feira (11) na revista Nature apresenta uma pista importante sobre a origem de algumas das explosões estelares mais brilhantes do Universo. Astrônomos identificaram sinais claros do nascimento de um magnetar, um tipo extremamente magnetizado de estrela de nêutrons, dentro de uma supernova superluminosa.
A descoberta reforça uma hipótese proposta há mais de uma década e também revela um comportamento curioso na luz da explosão. Segundo os pesquisadores, o brilho da supernova oscila de forma semelhante ao movimento de um pião, criando pequenas variações detectadas pelos telescópios.
Supernovas superluminosas estão entre os eventos mais energéticos do cosmos. Elas podem brilhar até dez vezes mais que supernovas comuns. Desde que foram identificados pela primeira vez, no início dos anos 2000, esses fenômenos desafiam os modelos tradicionais usados para explicar explosões estelares.
Normalmente, uma supernova ocorre quando uma estrela muito massiva esgota seu combustível nuclear. O núcleo colapsa sob a própria gravidade e as camadas externas são lançadas para o espaço. Esse processo libera enorme quantidade de energia e produz um brilho intenso por algum tempo.
Nas supernovas superluminosas, no entanto, o brilho permanece forte por muito mais tempo do que o esperado. Isso sugere que alguma fonte extra de energia continua alimentando a explosão mesmo depois do colapso inicial da estrela.
Em 2010, o astrofísico Dan Kasen propôs que um magnetar recém-formado poderia explicar esse brilho prolongado. A ideia é que a energia liberada pela rápida rotação desse objeto seja transferida para o material da supernova, mantendo a explosão extremamente luminosa.
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