
Um único osso pode ter acabado de mudar o que sabemos sobre a árvore genealógica do dinossauro mais famoso do mundo. Pesquisadores descreveram, na revista Scientific Reports, a descoberta de uma tíbia (osso da perna) fossilizada na Formação Kirtland, no Novo México, que pertenceu a um tiranossauro que viveu há cerca de 74 milhões de anos.
O estudo descreve o espécime como um “gigante” para os padrões de sua época. Com 960 mm de comprimento e 128 mm de diâmetro, o osso sugere um animal com massa próxima a 5 toneladas. Essa descoberta é fundamental porque mostra que o gigantismo nesses dinossauros começou milhões de anos antes do que se imaginava e, possivelmente, em uma região específica.
Em outras palavras, a descoberta do espécime (identificado pelo código NMMNH P-25085) reforça uma teoria que ganha força entre paleontólogos: a de que a linhagem dos tiranossauros gigantes surgiu no sul da América do Norte, e não no norte ou na Ásia.
Apesar do achado ser extraordinário, os pesquisadores Nicholas Longrich e sua equipe ressaltam que ainda são necessários mais fósseis, como um crânio, para identificar se o osso pertence a uma espécie inteiramente nova ou a um representante primitivo do próprio gênero Tyrannosaurus.
Embora o T. rex tenha vivido há cerca de 66 milhões de anos, este novo espécime habitou a Terra cerca de 8 milhões de anos antes. Isso indica que o gigantismo nesses predadores começou muito antes do que se imaginava. A análise biométrica do fóssil revela que o comprimento da tíbia era de 960 milímetros, o que levou os pesquisadores a estimarem um peso aproximado de 4,7 toneladas.
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