
Um telescópio gigante nas profundezas do Japão está na beira de um feito histórico: capturar “fantasmas” de estrelas que morreram muito antes do surgimento da Terra e do Sol.
O observatório Super-Kamiokande passou por uma atualização tecnológica que o tornou sensível o suficiente para detectar neutrinos, partículas quase invisíveis que viajam pelo espaço ao longo de bilhões de anos.
Essas partículas são chamadas de “fantasmas” porque conseguem atravessar quase qualquer matéria (de planetas ao seu corpo) sem serem notadas ou absorvidas.
Como os neutrinos carregam 99% da energia liberada na explosão de uma estrela (supernova), eles funcionam como mensageiros cósmicos que preservam a história das explosões mais antigas do Universo.
É o que explica o astrofísico de partículas Pablo Martinez Mirave, pesquisador da Universidade de Copenhague (Dinamarca), num artigo no Videnskab, principal site de jornalismo científico do país.
As supernovas são eventos raros e violentos. Elas ocorrem quando estrelas gigantes, com massa pelo menos oito vezes maior que a do Sol, chegam ao fim de suas vidas. Quando explodem, geram um clarão tão intenso que pode ofuscar uma galáxia inteira por um curto período.
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