
Um mineral azul que intrigou cientistas por décadas voltou a ser exibido no Natural History Museum (NHM), em Londres. Conhecido hoje como aerinita, o material chamou atenção por apresentar variações de cor dependendo da luz e do ângulo de observação, um dos motivos que dificultou sua completa identificação.
Comprado em 1980 pela geóloga Anna Grayson em uma venda no Marrocos, a pedra foi identificada pelo vendedor como lápis-lazúli. Desconfiando do tipo de pedra, Anna a entregou ao museu em 1995, para que fossem feitas análises e estudos.
Lá, a equipe do falecido especialista em mineralogia do Natural History Museum, Gordon Cressey, submeteu o minério a um raio-X de síncrotron. Esse teste dispara elétrons em uma trajetória circular a uma velocidade que se aproxima da velocidade da luz, criando feixes intensos de raios X, o que auxilia na identificação da amostra. Assim, após mais de um ano de análise, os pesquisadores a identificaram como aerinita.
30 years after being first brought to the Museum, this mysterious blue mineral is now on display in our Minerals gallery! 💎💙 Meaning ‘blue sky’ in Greek due to its intense blue colour, Aerinite was first named in 1876, but its complex structure wasn’t determined until 2004. pic.twitter.com/8iq2zuy6Yz
Encontrada pela primeira vez em 1876, a aerinita (do grego “céu azul”) é um silicato raro. Suas propriedades ópticas vêm da forma como a luz interage com os átomos de ferro em sua estrutura, fazendo com que, dependendo da iluminação e do ângulo de observação, o mineral apresente variações de tonalidade em azul. A complexidade de sua estrutura dificultou sua análise completa, que só foi concluída em 2004.
Segundo o London Post, Paul Schofield, pesquisador principal e membro da equipe que estudou as propriedades do mineral no Natural History Museum, afirmou que a descoberta auxiliou em diversos outros tipos de estudos, sinalizando a importância do material e de sua pesquisa.
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