Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de março de 2026 · 2 min de leitura ·

Rover em Marte apresenta novos danos nas rodas e preocupa a NASA

Rover em Marte apresenta novos danos nas rodas e preocupa a NASA

Novas imagens enviadas pelo rover Curiosity mostram que uma de suas rodas está bastante danificada, despertando preocupação na equipe da NASA. O veículo explora Marte há quase 14 anos e continua a enviar informações valiosas sobre o Planeta Vermelho.

O rover pousou na Cratera Gale em agosto de 2012, com uma missão planejada para durar dois anos. Desde então, percorreu mais de 36 km e superou amplamente as expectativas iniciais. Mas o tempo e o terreno marciano começaram a cobrar seu preço nas finas rodas de alumínio do equipamento.

O desgaste já era perceptível em 2013 e se intensificou ao longo dos anos. Agora, imagens recentes mostram danos preocupantes na roda central direita. Para monitorar a situação, o rover registra fotos regularmente, permitindo que os engenheiros acompanhem a evolução do problema e planejem ações corretivas.

Embora não possa, simplesmente, ir até Marte para trocar as rodas, a NASA tem estratégias para minimizar os danos. A primeira medida foi redirecionar o Curiosity para terrenos menos agressivos, reduzindo a pressão sobre as rodas e retardando a deterioração. Segundo a agência, grande parte do desgaste está relacionada à interação com seixos e pequenas rochas inevitáveis, mais do que ao tipo de terreno.

Em 2017, a NASA atualizou o software do rover e implementou um novo algoritmo de controle de tração. Ele ajusta a velocidade de cada roda com base em dados do sistema de suspensão, evitando derrapagens e melhorando a aderência. Essa tecnologia ajuda a reduzir o impacto do terreno sobre as rodas e prolonga a vida útil do veículo.

Para situações mais críticas, a equipe tem um gêmeo do Curiosity na Terra, chamado Scarecrow (Espantalho), usado para simular falhas nas rodas e testar soluções. Caso uma roda seja danificada demais, o rover poderia se livrar da parte comprometida e continuar operando. Testes indicam que, mesmo com danos significativos, o Curiosity consegue se mover com segurança, desde que a porção danificada seja descartada.

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