
Os astronautas da missão Artemis 2, da NASA, enfrentarão riscos significativos de radiação espacial ao deixarem a proteção natural da Terra durante a viagem até a Lua. Fora da atmosfera e do campo magnético do planeta, a tripulação estará exposta a partículas energéticas vindas do espaço profundo, exigindo monitoramento constante e medidas de proteção específicas ao longo da missão.
Durante o trajeto de ida e volta, os quatro tripulantes permanecerão atentos a detectores de radiação e a possíveis alertas sonoros de risco. Eles também utilizarão dosímetros ativos, dispositivos capazes de medir a exposição a diferentes tipos de radiação, como raios X e raios gama.
A cápsula Orion possui um nível relativamente elevado de proteção contra radiação. Ainda assim, em caso de eventos mais intensos — como tempestades solares —, os astronautas deverão adotar medidas adicionais para reduzir a exposição, explica o Space.com.
Entre essas estratégias está a criação de um abrigo improvisado dentro da nave. Para isso, a tripulação poderá reorganizar itens armazenados nos compartimentos centrais, concentrando-os em uma área específica da cápsula para formar uma região com menor incidência de radiação.
Segundo Stuart George, responsável pela área de instrumentação de radiação do Space Radiation Analysis Group (SRAG), no Centro Espacial Johnson, em Houston (EUA), os dados da missão anterior trouxeram resultados positivos.
“A partir das medições feitas na Artemis 1, aprendemos que a Orion é uma boa nave para se estar durante uma tempestade de radiação, pois é compacta e densa, oferecendo assim uma boa proteção contra a radiação”, afirmou. Ele acrescentou: “Descobrimos que o abrigo contra tempestades de radiação do Orion funciona conforme o esperado e em diferentes locais do veículo”.
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