
Uma atualização nos modelos climáticos globais acendeu o alerta para a formação de um Super El Niño ainda este ano. De acordo com o novo boletim do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), as chances de uma versão intensificada do fenômeno climático aumentaram, dobrando as apostas feitas no mês anterior.
Diferente de um El Niño comum, a variante “super” ocorre em média a cada 10 ou 15 anos. Ela é caracterizada pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial em mais de 2 °C acima da média, o que desencadeia uma resposta atmosférica global muito mais persistente e severa.
O fenômeno altera drasticamente o regime de chuvas e temperaturas ao redor do globo. De acordo com o Washington Post, os impactos podem superar os registros do evento de 2015, até então o mais intenso já monitorado.
Especialistas como Paul Roundy, professor da Universidade Estadual de Nova York em Albany, sugerem que este pode ser o El Niño mais forte dos últimos 140 anos no Oceano Pacífico.
Um dos pontos mais críticos levantados pelos meteorologistas é o efeito “escada” no aquecimento global. Devido à alta concentração de gases de efeito estufa, o planeta não consegue dissipar todo o calor liberado por um Super El Niño antes que o próximo ciclo comece.
Como o pico do fenômeno costuma ocorrer entre dezembro e janeiro, a tendência é que 2027 quebre os recordes de temperatura estabelecidos em 2024.
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