Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de abril de 2026 · 2 min de leitura ·

“Beleza e escuridão”, astronautas da Artemis 2 contam como é o espaço profundo

"Beleza e escuridão", astronautas da Artemis 2 contam como é o espaço profundo

Os astronautas da Artemis 2 já estão a caminho de casa, mas antes de voltarem à Terra, eles reservaram 15 minutos para uma conversa com antigos colegas, que também estão no espaço, mas em outra posição: na Estação Espacial Internacional (ISS). A ligação, na terça-feira (7), foi marcada por perguntas curiosas e respostas que revelaram como é ver o planeta natal do espaço profundo.

A primeira pergunta veio de Jessica Meir, da NASA, velha conhecida de Christina Koch, tripulante da Artemis 2. As duas fizeram história juntas em 2020, ao realizarem a primeira caminhada espacial totalmente feminina. Meir quis saber como era a sensação de contemplar a Terra agora, a partir da órbita lunar, em comparação com a vista da ISS.

Koch não hesitou. “Para começar, devo dizer que sentimos muita falta da ISS”, respondeu, arrancando sorrisos. Ela lembrou que, da estação, é possível ver lugares específicos — até a própria casa. Mas a vista do espaço profundo trouxe uma dimensão nova.

“O que mudou para mim ao olhar para a Terra foi que me vi percebendo não apenas a beleza do planeta, mas também a escuridão que o cercava, e como isso o tornava ainda mais especial”, disse Koch.

A reflexão da astronauta toca no chamado “efeito de visão geral” — a mudança de perspectiva, muitas vezes transformadora, que ocorre quando se vê a Terra como um mundo frágil e solitário em meio ao cosmos escuro. Mas, para Koch, a experiência foi além.

“Isso realmente enfatizou o quanto somos parecidos, como a mesma coisa mantém cada pessoa no planeta Terra viva. Evoluímos no mesmo planeta, compartilhamos algumas coisas sobre como amamos e vivemos que são simplesmente universais, e a singularidade e o valor disso ficam ainda mais evidentes quando percebemos quanta coisa existe ao nosso redor.”

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